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  • Núcleo Girassóis

Medicina complementar e práticas integrativas

Entenda como essas práticas funcionam e como auxiliam a medicina tradicional


A medicina alternativa inclui todas as práticas que não são reconhecidas pela medicina tradicional mas que é utilizada em conjunto com os tratamentos tradicionais para algumas doenças. Tendo em vista que esse tipo de prática não deve visar substituir a medicina tradicional, alguns termos mais apropriados podem ser medicina complementar ou medicina integrativa. A medicina integrativa ganhou atenção nos últimos anos e já vem sendo reconhecida pelos sistemas de saúde, tanto particulares, quanto públicos, como práticas válidas para o tratamento de algumas condições. Por isso, essas práticas já fazem parte dos serviços oferecidos pelos consultórios e são indicados por médicos. Alguns exemplos disso são a acupuntura e a homeopatia.


Apesar de não serem práticas reconhecidas pela comunidade médica, alguns estudos já provaram os benefícios observados no bem-estar dos pacientes. Atualmente, no Brasil, várias dessas práticas já são oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), portanto elas se tornaram mais acessíveis. Essas práticas são chamadas pelo SUS de integrativas, já que têm como objetivo complementar o tratamento médico convencional, nunca substituí-lo.


Quando falamos de tratamentos para depressão e ansiedade, por exemplo, sempre é mencionada a psicoterapia, realizada juntamente com uma psicóloga, e o uso de medicamentos, que são receitados por um psiquiatra. E isso é ótimo, já que são passos geralmente fundamentais para o tratamento de pacientes com essas condições. Porém, pensando em um tratamento mais amplo, poderíamos incluir também algumas práticas de terapias integrativas, como a meditação e a aromaterapia.


Porém, o reconhecimento dessas práticas alternativas nem sempre acontece, já que provar a eficácia desse tipo de tratamento não é tão fácil quanto comprovar a eficácia de tratamentos tradicionais, que têm bases de estudos e análises já consolidados pela ciência. Essa dificuldade se dá principalmente pela falta de uma base comparativa para estudar os processos empregados e os resultados obtidos nos pacientes. Para explicar melhor essa dificuldade, primeiro devemos entender como a medicina tradicional vê o processo de doença e cura em oposição à visão da medicina integrativa. Para a medicina tradicional, a saúde pode ser entendida como a ausência de doença ou disfunção do corpo físico. Já a medicina alternativa enxerga a saúde através do olhar holístico, o que significa que deve haver um equilíbrio entre os sistemas físico, emocional e espiritual, envolvendo então todas as partes do ser. Sendo assim, todas as partes de um ser, física, emocional e espiritual, estão interligadas. Dessa forma, um tratamento baseado na medicina integrativa leva em conta todos esses fatores de forma conjunta para o estabelecimento de um tratamento adequado. Pensando nisso, é fácil perceber que dificilmente um mesmo tratamento será eficiente para mais de um paciente, já que, mesmo que eles apresentem um mesmo sintoma físico, dificilmente os sintomas emocionais e espirituais serão os mesmos. Como o tratamento engloba todas essas esferas da vida, ele costuma ser muito individual e funcionar somente para aquele paciente em específico.

Em resumo, as práticas alternativas tratam questões emocionais que acabam por agravar os sintomas físicos de uma doença. Elas envolvem uma visão diferenciada do ser humano e dos medicamentos, e buscam promover um equilíbrio entre emocional, psicológico e físico.


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