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  • Marcia Vilas Boas

TDAH ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

É um transtorno que surge na infância e em muitos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta. Normalmente, detectado durante a fase escolar, antes dos 7 anos de idade, durante o período de desenvolvimento da criança. O TDAH é um transtorno neurobiológico, genético, hereditário e ocorre por fatores ambientais, tais como: nascimento com baixo peso, bebês prematuros; tabagismo, uso de drogas e álcool durante o período de gestação.

O transtorno afeta 6% das crianças e 3% dos adultos. O déficit de atenção traz grandes prejuízos à criança em relação ao aprendizado. Importante ressaltar que 80% das crianças com o transtorno têm grandes chances de continuar TDAH na adolescência. Da adolescência para a fase adulta, esse número vai para 50%.

Características:

- excessiva dificuldade em manter o foco em atividade que exija esforço mental prolongado;

- excessiva dificuldade com regras;

- excessiva dificuldade prazos;

- dificuldade em terminar tarefas;

- dificuldade de rever situações e erros;

- dificuldade de fazer conclusões, síntese e análise de atitude;

- tendem a ser mais esquecidas e desorganizadas;

- podem ser completamente introspectivas;

- problema de memorização, interiorização de conceitos e aprendizagens.

O diagnóstico muito tarde pode provocar lacunas consideráveis. A escola poderá ser mais assertiva e melhorar a didática com o conhecimento do diagnóstico.

As Escalas de Avaliação do TDAH proporcionam o esclarecimento dos prejuízos de atenção, hiperatividade e impulsividade, bem como a intensidade do prejuízo (moderado ou grave).

Os resultados obtidos através da aplicação das escalas de avaliação colaboram para elaboração de um plano de intervenção psicológica, neuropsicológica, médica, escolar, social, psicopedagógica e psicoeducativa, e servem como medida de acompanhamento dos benefícios alcançados após intervenção e da necessidade de redirecionamento do plano interventivo.

E na escola?

Em sala de aula, é importante saber e conhecer o diagnóstico. É importante o pedagogo saber se a criança está sendo devidamente medicada. Depois, é imprescindível melhorar a didática (de forma objetiva), alterar o tom de voz, ensinar de maneira interessante; tudo para que ela se sinta recompensada pelo processo de aprendizagem.

Marcia Vilas Boas Pagels

Psicóloga

CRP: 140228

Tel.: (11) 95488 9464

Ref.:

Luis A. Rohde e Ricardo Halpern, Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: atualização, Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/%0D/jped/v80n2s0/v80n2Sa08.pdf, Acesso em: 23/07/19, 15:08 h;

Dantas, Natália Cavalcante, Hiperatividade em crianças nas séries iniciais, disponível em: https://monografias.ufrn.br/jspui/handle/123456789/3909, Acesso em: 23/07/19, 15:29 h;

Ferreira, Célia Delian da Silva Lima, Os desafios do professor com a mediação do ensinoaprendizagem de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/3360, Acesso em: 23/07/19, 15:42 h.



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